Metodologia
O texto completo está em METODOLOGIA.md. Aqui está o que muda a leitura de um número.
Salário médio, não média salarial
Nas páginas, «salário médio» é o salário do meio. Pegamos todas as pessoas contratadas, colocamos em fila do menor salário para o maior e olhamos quem ficou no meio da fila: metade entrou ganhando menos que esse valor, e metade, mais. Em estatística, esse número se chama mediana. A média salarial é outra conta: soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. Usamos o do meio porque ele não é puxado por quem ganha muito. Um exemplo inventado: cinco pessoas contratadas com R$ 1.600, R$ 1.700, R$ 1.800, R$ 1.900 e R$ 12.000. O salário do meio é R$ 1.800, perto do que quase todas recebem. A média seria R$ 3.800, mais do que quatro das cinco ganham.
A faixa de 90%
A faixa mostra onde entraram 90% das pessoas contratadas. Antes de qualquer conta, valem para tudo, salário médio e faixa, o piso e o corte das pontas explicados nesta página: saem os salários abaixo do piso, o 1% mais baixo e o 1% mais alto. Com os salários que sobram em fila, do menor para o maior, a faixa deixa de fora ainda os 5% mais baixos e os 5% mais altos. Esses valores não são erro: são casos extremos, que ficam fora da faixa exibida para ela não se esticar por causa de poucas pessoas. Eles continuam contando no cálculo do salário médio.
O que foi lido
Dezoito arquivos CAGEDMOV, de março de 2025 a agosto de 2026, microdados não identificados do Ministério do Trabalho e Emprego. Declarações fora do prazo e exclusões ficaram de fora. São 10.679.098 admissões mensais na mediana, depois dos filtros, nas 25 ocupações do piloto.
Contratação, não estoque
O salário usa só linhas com saldomovimentação igual a 1. No arquivo, esse saldo aparece sobretudo com o tipo de movimentação 97, e um pouco com 35. Não se usa o código 1. Desligamento (saldo −1) não entra na mediana. Entra como contagem, se passar de 30.
40h semanais, piso e cauda
Ficam linhas com unidadesaláriocódigo 5, que no arquivo é a unidade dos salários mensais, horas maiores que zero e salário maior que zero. A hora é o salário dividido pelas horas contratuais. O valor mensal publicado é essa hora vezes 40.
O piso é metade do salário mínimo de 2026 em semana de 40 horas. O Decreto nº 12.797, de 23 de dezembro de 2025, fixa R$ 1.621,00. O piso horário aplicado é R$ 4,675962. A hora de R$ 7,37 do decreto usa 220 horas e não entra aqui. Depois do piso, saem o 1% menor e o 1% maior da hora de cada CBO, no Brasil, na janela inteira.
Geografia
Município só com 30 ou mais admissões filtradas. A mediana da UF e a do Brasil são recalculadas em todas as linhas daquele recorte. Não é média de medianas. Cidade abaixo de 30 não ganha número emprestado da microrregião com o nome da cidade.
Não há porte de empresa. O MTE pediu para não usar o tamanho do estabelecimento em janeiro.
As páginas de salário estão em ocupações.